sábado, 11 de abril de 2009

Pressão Alta, cuidado, ela te mata sem você perceber


É um grave problema de saúde que está na boca de todos - pacientes, médicos, até de pessoas saudáveis - e também nas publicações e campanhas de prevenção de doenças. Mas e na prática: qual a última vez que mediram sua pressão em algum serviço de saúde ou consultório? A realidade é que a hipertensão arterial, vista como um mal silencioso por gerar efeitos graves sem apresentar sinais perceptíveis, é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como epidemia do mundo moderno. Ou seja, se espalha continuadamente, reforçada por estilo de vida nada saudável que inclui dieta inadequada, sedentarismo e obesidade, entre outras bombas de efeito retardado.

No Brasil,  o dia 26 de abril foi instituído como o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, mas para o cardiologista Robson Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), não há muito a comemorar. "O mal que acomete um em cada três brasileiros apresenta estatísticas alarmantes. Os estudos mostram que aproximadamente 50% dos adultos acima de 50 anos são hipertensos e os números não páram de crescer."

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil existem mais de 17 milhões de hipertensos, mas de acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Cardiologia apenas 5% destes são devidamente tratados. Isto significa alterar hábitos de vida, como alimentação pouco saudável, combater o sedentarismo e o tabagismo e manter o peso na faixa normal, usar medicação e medição contínuas, e cuidados que vão além de tomar um ou mais comprimidos diários.

Risco de grande impacto

A ausência de tratamento também responde por altas taxas de mortalidade. A hipertensão é apontada pela OMS como a terceira causa de morte no mundo - perde apenas para doenças sexualmente transmissíveis e desnutrição. E isto por uma razão: o aumento da pressão é fator de risco de grande impacto nas doenças cardiovasculares. Pessoas com pressão elevada estão mais propensas a apresentar comprometimentos vasculares (cerebrais e cardíacos), devido ao estreitamento dos vasos. Por causa da vasoconstrição, o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue, fica hipertrofiado e a circulação sangüínea é comprometida. Os vasos mais estreitos também são responsáveis por menor fluxo de sangue no cérebro.

Ser hipertenso e não fazer o tratamento correto pode significar risco maior de apresentar doença vascular cerebral, doença arterial coronariana (e seu desdobramento fatal, ataque cardíaco), insuficiência cardíaca (que também resulta em infarto), insuficiência renal crônica e doença vascular periférica (especialmente nas pernas).

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A dieta para quem tem pressão alta

Gordura: A relação de ácido graxo polinsaturado/saturado na dieta pode afetar a pressão sanguínea. Em pacientes normais ou hipertensos moderados, um aumento na relação ácido graxo polinsaturado/saturado para 1 ou mais, em dietas com aproximadamente 25% de gordura, tem sido associado com queda na pressão sanguínea. Portanto, para manter essa relação evite gorduras de origem animal, de preferência para óleos vegetais principalmente azeite de oliva.


O mecanismo de ação dos ácidos graxos polinsaturados na pressão sanguínea parece estar associado ao metabolismo do ácido linoleico. Assim, é recomendado que os ácidos graxos saturados da dieta não devem exceder 10% do total energético e que, a gordura total corresponda somente a 20-30% do Valor Calórico Total.

Sal: Diminuir o sal da comida, nunca ultrapassar 6 gramas por dia, ou seja, 1 colher das de chá para toda alimentação diária. Retire o saleiro da mesa e use temperos naturais como limão, cebola, alho e cheiro verde.

Cafeína: A cafeína contida no café tem sido indicada como um possível agente hipertensivo. Esta, porém, pode elevar a pressão arterial apenas momentaneamente. Recomenda-se então, que os pacientes não tomem café uma hora antes da verificação de pressão arterial.

Fibras: Muitos estudos têm sugerido que pode ocorrer uma queda na pressão arterial com o aumento da ingestão de fibras. Não se conhece o mecanismo desta ação mas, acredita-se que quando há um aumento na dieta de alimentos vegetais, consequentemente, há um aumento na ingestão de ácidos graxos polinsaturados, K e Mg que também tem efeito antihipertensivo.

Álcool: O consumo de álcool, apesar de promover um relaxamento, deve ser desencorajado, já que mesmo em pequenas doses ele promove uma elevação na pressão sanguínea. Por isso, para os homens o uso de bebidas destiladas (uisque, vodca, aguardente) não deve exceder 60 ml ao dia; o vinho não deve exceder 240 ml e a cerveja a 720 ml. Com relação as mulheres e pessoa de baixo peso a ingestão alcoólica não deve ultrapassar a metade da permitida para os homens.


sábado, 31 de janeiro de 2009

Glossário da Hipertensão

Ataque do coração: acontece quando o fluxo de sangue no coração é interrompido. Sem sangue e oxigênio, parte do coração começa a morrer. Nem sempre um ataque do coração é mortal. Um atendimento rápido pode restabelecer o fluxo sanguíneo 

Bloqueadores de beta: afetam a adrenalina em seu coração. Resultado: seu coração não precisa trabalhar ta duramente, o que faz a pressão cair

Bloqueadores de canal de cálcio: ajudam a dilatar as veias, o que torna mais fácil o bombeamento do coração. Eles trabalham desacelerando a movimentação de cálcio para as células do coração e para os vasos sanguíneos

Cardiomiopatia hipertrófica: está relacionada ao endurecimento do músculo do coração, principalmente no septo entre os ventrículos. Isso leva ao endurecimento das paredes do coração e ao mau funcionamento das válvulas aórtica e mitral. Como conseqüência, o sangue não circula direito pelo coração. 

Diuréticos: levam o seu corpo a eliminar a água e o sal desnecessários que estejam em seu corpo pela urina, o que ajuda a baixar a pressão

Doenças coronarianas: depósito de placas de gordura nas paredes das artérias, dificultando a passagem do sangue. Pode levar à angina e ao infarto

Esfigmomanômetro: o aparelho usado para medir a pressão

Exercícios: baixar sua pressão pode ser um dos benefícios que a prática de exercícios físicos regularmente irá trazer. Um estilo de vida sedentário é um dos principais fatores para as doenças do coração. Felizmente, esse é um risco que você pode alterar. 
IECAs: Os Inibidores da Enzima de Conversão Angiotensina (IECAs) alargam ou dilatam seus vasos sanguíneos para melhorar a quantidade de sangue que o seu coração bombeia e baixar a pressão. Também melhora o fluxo sanguíneo, o que ajuda a reduzir o esforço que seu coração faz e protege seus rins

Infarto do coração: área de necrose no coração, causada pela interrupção do fluxo de sangue nas artérias. Sem sangue, algumas partes do coração podem morrer 

Inibidores de angiostesina: diminuem os agentes químicos que estreitam os vasos sanguíneos, permitindo que o sangue flua mais facilmente pelo corpo, baixando a pressão

Insuficiência renal: ocorre quando o rim não é capaz de cumprir suas atividades habituais. A hipertensão é a maior causa de doenças nos rins e de insuficiência renal. A hipertensão pode danificar os vasos sanguíneos e os filtros dos rins, fazendo com que a remoção de resíduos do corpo se torne difícil. Sintomas:
Hipertensão
Dificuldade para urinar ou redução da quantidade 
Retenção de líquidos, principalmente nas pernas Maior necessidade de urinar, especialmente à noite 

Parada cardíaca: uma parada cardíaca não significa a falência do órgão ou que ele parou de funcionar. Só quer dizer que ele está batendo de uma forma mais fraca. Com uma parada cardíaca, o sangue se move pelo coração a uma velocidade menor e a pressão do músculo aumenta. Como resultado, o coração não pode bombear oxigênio e nutrientes suficientes para a necessidade do corpo. Com o tempo, as paredes do coração se tornam fracas e incapazes de bombear sangue 

Pressão sistólica: força que o coração faz na sístole, ou seja, quando se contrai para bombear o sangue 

Pressão diastólica: força que o coração faz na diástole, ou seja, quando se dilata e o sangue chega aos vasos
Problemas de visão: a hipertensão maltratada pode afetar sua visão e causar doenças oculares. A hipertensão pode danificar os vasos sanguíneos na retina, a área atrás do olho onde a imagem é formada. Essa doença é conhecida como retinopatia hipertensiva. O dano pode ser sério se não for tratado.

domingo, 18 de janeiro de 2009

SAL - O inimigo do corpo humano

Pitadas certeiras Reduzir o consumo de sal protege o coração, afasta a obesidade, garante uma vida mais longa. Sem falar que o estômago e os pulmões ficam bem longe de encrencas
por Regina Célia Pereira fotos Dercílio Vanzelli

Talvez o cloreto de sódio seu nome de batismo nem merecesse a má fama que carrega. Além de ser um excelente conservante de alimentos, o sal realça o sabor das preparações como poucos ingredientes. Pitadas além da conta, estas sim, deveriam ser vistas como vilãs. O exagero é que está por trás de problemas que vão desde o aumento da pressão arterial até a recém-descoberta relação com a asma.
Daí a diretriz da Organização Mundial da Saúde, a OMS, que bota o sal entre as substâncias que precisam ser reduzidas na alimentação. "Ele aparece junto do açúcar, da gordura saturada e da trans", conta a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria em Nutrição, em São Paulo. A má notícia é que, infelizmente, nós, brasileiros, gostamos muito de exceder no tempero. Enquanto a recomendação da OMS é limitar o consumo entre 5 e 6 gramas por dia, por aqui alcançamos, fácil, fácil, 12 gramas, ou seja, o dobro.
Entre nós a situação mais paradoxal é a dos hipertensos. Eles deveriam consumir ainda menos e estar mais atentos, mas erram a mão feio. "A média de ingestão entre os homens com pressão alta é de 17,6 gramas e, nas mulheres hipertensas", de 13,7, conta a enfermeira Maria Carolina Salmora, da Universidade Estadual de Campinas, que conclui essa análise em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, aFapesp. "Os equívocos alimentares são bastante comuns", observa.
Os 138 voluntários contaram que raramente usavam o saleiro, mas não consideravam o chamado sal oculto, presente em embutidos e sopas industrializadas, entre outros itens que, sim, escondem doses generosas da substância. A preferência nacional por comida salgada, segundo a nutricionista Carla Enes, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, tem raízes culturais. Herdamos dos imigrantes europeus esse gosto, porque lá no Velho Continente sempre existiu o hábito de salgar determinadas comidas para conservá-las, diz ela, que investiga as origens dos hábitos alimentares brasileiros.